{"id":2620,"date":"2021-07-20T16:51:50","date_gmt":"2021-07-20T19:51:50","guid":{"rendered":"https:\/\/sindifisconacional-rj.org.br\/?p=2620"},"modified":"2021-07-20T16:53:29","modified_gmt":"2021-07-20T19:53:29","slug":"precatorios-saiba-mais-sobre-valores-retidos-e-declaracao-no-ir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alicomunicacao.com.br\/sindifiscorj\/precatorios-saiba-mais-sobre-valores-retidos-e-declaracao-no-ir\/","title":{"rendered":"Precat\u00f3rios: saiba mais sobre valores retidos e declara\u00e7\u00e3o no IR"},"content":{"rendered":"
Com os primeiros recebimentos da segunda parcela dos precat\u00f3rios da A\u00e7\u00e3o dos 28,86% (parte controversa), surgem d\u00favidas dos filiados sobre os valores da contribui\u00e7\u00e3o social (Plano de Seguridade do Servidor – PSS) e do IR (Imposto de Renda) retidos.<\/p>\n
Os questionamentos mais frequentes s\u00e3o: se estes valores foram calculados corretamente ou se, como no caso da parcela anterior, houve algum recolhimento indevido; como recuper\u00e1-los, se for o caso; e qual seria o lan\u00e7amento adequado na declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda.<\/p>\n
A seguir, abordamos as situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, a fim de orientar os filiados a identificarem os respectivos casos e, se necess\u00e1rio, recuperarem o valor retido de forma indevida pela Uni\u00e3o por meio da declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda.<\/p>\n
O montante \u00e9 composto pelo valor remanescente da execu\u00e7\u00e3o da A\u00e7\u00e3o – denominada \u201cparte controversa\u201d -, juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria calculada pelo \u00edndice do IPCA-e.<\/p>\n
Isen\u00e7\u00e3o do PSS sobre juros (partes controversa e incontroversa)<\/strong><\/p>\n O tratamento dado a esta segunda parcela \u00e9 diferente daquele dispensado \u00e0 parcela anterior.<\/p>\n No primeiro recebimento (\u201cparte incontroversa\u201d), a mat\u00e9ria da isen\u00e7\u00e3o dos juros morat\u00f3rios ainda estava em tramita\u00e7\u00e3o. A base de c\u00e1lculo do PSS incluiu tamb\u00e9m estes juros e, por isso, houve a reten\u00e7\u00e3o que gerou o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o. Os benefici\u00e1rios foram obrigados a entrar com processo administrativo a fim de recuperar o ind\u00e9bito.<\/p>\n No presente recebimento, complementar (\u201cparte controversa\u201d), os juros morat\u00f3rios j\u00e1 foram retirados da base de c\u00e1lculo, de modo a n\u00e3o incidir PSS sobre os mesmos. Por isso, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em reten\u00e7\u00e3o indevida, a menos que se trate de isen\u00e7\u00e3o total (relativa a alguma situa\u00e7\u00e3o especial do contribuinte). Nesse caso espec\u00edfico, seria necess\u00e1rio a\u00e7\u00e3o demonstrando a situa\u00e7\u00e3o individualizada para garantir o direito.<\/p>\n C\u00e1lculo do IRRF<\/strong><\/p>\n Em ambos os casos (anterior e atual), o c\u00e1lculo do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) est\u00e1 incluindo os juros morat\u00f3rios na base de c\u00e1lculo.<\/p>\n Por isso, a melhor forma de garantir os direitos de restitui\u00e7\u00e3o parece ser declarar como RRA (Rendimentos Recebidos Acumuladamente). Mas, aten\u00e7\u00e3o<\/strong>: isso deve ser analisado caso a caso.<\/p>\n Juros Morat\u00f3rios n\u00e3o t\u00eam incid\u00eancia de IR<\/strong><\/p>\n Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em julgamento no plen\u00e1rio virtual, decidiram que n\u00e3o incide imposto de renda sobre os juros de mora devidos pelo atraso no pagamento de remunera\u00e7\u00e3o por exerc\u00edcio de emprego, cargo ou fun\u00e7\u00e3o<\/strong>. Em placar de 10×1, ministros seguiram voto do relator, Dias Toffoli. (Leia<\/strong><\/a>).<\/p>\n Houve um embargo infringente que poderia alterar o escopo, j\u00e1 que pedia a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos para abranger apenas fatos posteriores \u00e0 decis\u00e3o, que foi rejeitado. A regra \u00e9 retroagir (Saiba mais<\/strong><\/a>).<\/p>\n